Arturinho é mais do mesmo Não tem melhoras nenhumas Corre na sua vida a esmo Seu sofrimento tem plumas Vou deixar cair toalha Vou seguir o meu caminho Não vale a pena a batalha Escolho ficar sozinho Aprendi que não se insiste Em negócios falhados Um afecto só persiste Se real de ambos os lados Bem me avisaram Amigos Que seria um passo em falso Mas pai quer abrir postigos Mesmo que fique descalço Boa sorte lhe desejo Lá nesse mundo que escolheu Vai neste simples versejo A pena do pai que esqueceu Sempre soube onde morava Mas nunca me quis visitar Muitas vezes esperava A hora que ele fosse chegar Um dia já será tarde Perde-se assim a estrutura Todo o sentimento encarde Se não regar su' cultura Roberto Afonso
Na Internet se me mostrou Uma receita caseira Essa ideia se me infiltrou Comecei à boa maneira Fui buscar ingredientes P'ra o preparo realizar Cabeça de alhos ardentes Folhas de Louro p'ra ajudar Mais um limão cortadinho Leva o vinagre de maçã Água p'ra encher frasquinho Até a bebida ficar sã No dia seguinte provei Com medo daquele sabor Mas logo bem verifiquei Aquele agradável ardor Aroma sofisticado Mistura desconhecida Eu iria ficar curado Teria uma longa vida Bom para cicatrização Um anti inflamatório Limpeza na circulação P'ra o corpo um sanatório A Força da Natureza Admirável mas concreta Juntar peças na certeza De ter saúde na meta Roberto Afonso
Fui encontrar este canastro Lá nos caminhos do Canal Dei-lhe logo muito lastro Deixou alegre de ficar mal Chamei-lhe de Bartolomeu Um elo forte nos ligou Grandioso Amor recebeu Muito afecto nos entregou Barto é bom e agradecido Lindo forte e lealdade Pena que tenha sofrido P'la mão de cruel maldade Roberto Afonso
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